quarta-feira, 3 de junho de 2009

O que são tipos de texto e genero textual ?

Diferentes contextos de aprendizagem

Em nosso 7º encontro foi dada a continuidade na discussão do texto de Ana Teberosky e Nuria Ribera.Um dos temas discutidos em aula foi a relação dos alunos com os suportes escritos, os quais ficam reduzidos a um simples objeto de leitura, enquanto que poderiam ser explorados muito mais em toda sua dimensão.Um livro, por exemplo, é composto por capa (com palavras e figuras que se relacionam com o conteúdo do livro como um todo), páginas numeradas(com toda organização estrutural), índice, dedicatória, glossário, referência bibliográfica, etc.Todos estes elementos podem ser explorados na elaboração de atividades variadas com este tipo de suporte escrito, formando contextos de aprendizagem que podem ser utilizados pelo professor em aula.
Dois contextos de aprendizagem abordados na aula foram o de escutar a leitura em voz alta e o de escrever em" voz alta",ditando ao professor.O primeiro consiste não apenas em que o adulto leia texto para a criança, mas que ao longo da leitura, sejam feitas indagações a fim de que, muito mais do que apenas ouvir, a criança também possa participar ativamente desse momento.Este tipo de atividade, além de ampliar o vocabulário das crianças, faz com que compreendam melhor os textos que estão lendo por já estarem familiarizados com a linguagem dos livros.Sem dúvida alguma, a manutenção desse hábito contribuirá também para uma leitura interpretativa eficaz.―Uma das maiores deficiências dos alunos hoje.
O segundo contexto tem o propósito de produzir um estilo formal de linguagem, e utiliza o professor ou o adulto como escriba.O conteúdo do texto pode ser uma história, uma carta ou uma outra mensagem qualquer ditada, palavra por palavra, pelas crianças.Ao longo dessa construção o professor vai indagando o aluno sobre a grafia das palavras.Os alunos irão perceber automaticamente que não escrevemos da mesma forma como falamos e que o texto precisa estar organizado de acordo com uma estrutura específica.

terça-feira, 2 de junho de 2009


Contextos de Alfabetização na Aula

Este é o título do texto da Ana Teberosky e Nuria Ribera, discutido na aula do dia 21/05.Aprincípio, as autoras apresentam a atual postura da escola quanto ao saber da criança.Se antes as crianças eram vistas como receptáculos vazios que precisavam de preparação para serem introduzidas no processo de alfabetização, hoje já se aceita a idéia de que elas trazem consigo conhecimentos prévios adquiridos no meio familiar e social.Estes conhecimentos prévios fazem parte do processo inicial de alfabetização porque servem de meio pelo qual a escola inicia sua tarefa de alfabetizar a criança.Os diferentes contextos vividos socialmente pelas crianças são na verdade contextos de aprendizagem, a qual parece fortemente afetada pelo contato que estas tem com o mundo da escrita.Contudo, mesmo crianças oriundas de lares carentes onde tenham pouco ou quase nenhum contato com materiais escritos, possuem conhecimento

A Atividade Conversacional

Em nosso 5º encontro de TAE Língua Portuguesa 1,fizemos um trabalho em dupla com base ainda no texto"Oralidade e escrita – perspectivas para o ensino da língua materna", onde o cerne da questão consistia em responder com nossas próprias palavras as questões apresentadas.
O exercício serviu para fixar as principais idéias sobre o texto falado abordadas no texto, dentre as quais destaco a principal característica da atividade conversacional: ela é uma construção coletiva.
É curioso notar como o texto falado é tão rico em termos de elementos e como o constituímos naturalmente sem se quer nos darmos conta de tantos detalhes. Também pude concluir por meio da análise do texto, como conhecer as ferramentas que constroem o texto falado e, mais ainda, dominar a técnica de manipula-lo pode fornecer a quem os possui um certo poder.
É bem a idéia inicial apresentada logo na introdução do texto: a capacitar os alunos quanto a ter o domínio da fala, sendo poliglotas da língua materna.
A figura acima ilustra a atividade conversacional entre duas crianças,onde elas brincam com um pedaço de manguueira como se fosse um telefone.Nesse diálogo fica evidenciado um dos marcadores conversacionais citados no texto,que são as perguntas-utilizadas para estabelecer um diálogo e dar continuidade a ele.Esta brincadeira é uma boa sugestão de atividade para se praticar na escola e em casa também.

terça-feira, 12 de maio de 2009

A Importância da Oralidade



O vídeo abaixo é uma pequena amostra daquilo que, segundo o texto ‘’Oralidade e escrita-perspectivas para o ensino da língua materna’’, deveria ocupar um lugar de destaque no ensino da nossa língua: a língua falada.Esta é deixada de lado pela escola, a qual dá maior relevância ao ensino da língua escrita em detrimento da língua falada pelo fato das crianças já saberem falar quando chegam à escola, ficando subentendido assim que a fala da criança já está construída.
Ao contrário dessa idéia, as autoras Leonor L. Fávero, Maria Lúcia C.V.O. Andrade e Zilda G.O. Aquino insistem que as escolas deveriam ensinar aos alunos qual o significado e a importância da fala, expondo aos mesmos a variedade de uso da fala.Aliás, esse tema (a fala) foi bastante discutido em sala no nosso encontro de TAE Língua Portuguesa I. Por meio do texto pudemos perceber que a atividade conversacional é composta por muitos elementos, e sua principal característica é que ela resulta de uma construção coletiva.
As crianças desconhecem a organização que deve ter uma atividade conversacional, para que esta se desenvolva satisfatoriamente produzindo um bom entendimento entre os falantes.Percebemos que as crianças costumam falar todas ao mesmo tempo, sobrepondo ou assaltando os turnos dos colegas, quando o, ideal é que os turnos sejam alternados.
O professor Ivan deixou claro que as crianças precisam ser estimuladas a falar, uma vez que é no exercício da fala que as crianças vão se aperfeiçoando e percebendo o uso social da fala.
A atividade proposta no vídeo é uma boa sugestão de trabalho a fim de estimular a oralidade das crianças.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Processos Iniciais de Leitura e Escrita



No dia 30/04 discutimos o texto Processos Iniciais de Leitura e Escrita de Rosineide Magalhães de Sousa, o qual tem como objetivo a exposição e a discussão dos temas de linguagem a serem desenvolvidos no início da escolarização de crianças de 6 anos.
Um assunto bastante discutido em aula foi o desprezo demonstrado pela escola em relação à experiência de mundo que a criança traz consigo. Essa “experiência” permite que as crianças possam ler através do fenômeno denominado Leitura Ocidental, onde a criança memoriza o logotipo das marcas de diversos produtos consumidos por ela e sua família, e reconhece também o logotipo de lojas freqüentadas por ela.
Esse prévio contato com o mundo da escrita pode servir como mote para iniciar o processo de alfabetização dessas crianças, uma vez extinta a idéia de pré-requisitos.
Uma sugestão dada pelo texto é trabalhar logo no início do processo de alfabetização, vários gêneros literários junto às crianças.Aliás, foi discutida também nessa aula a diferença entre tipologia de texto e gênero literário: Tipologia de texto – refere-se ao estilo literário (dissertativo, descritivo, narrativo); gênero textual pertence a um tipo de texto (descritivo, narrativo, dissertativo), possuindo diferentes linguagens e diferentes funções comunicativa e social. A partir dessa discussão, cada grupo elaborou algumas atividades com tais objetivos:
1-Habilidade Lingüística e Cognitiva, Compreensão da leitura e desenvolver a interpretação:

A professora conta uma história para as crianças e pede para que elas recontem por meio de teatro.Essa atividade deverá evidenciar o grau de compreensão (por parte das crianças) do texto narrado pelo professor, além de permitir que o mesmo possa avaliar a interpretação que cada um fez da história.Outro ponto importante nessa atividade é que, ao representar teatralmente a história contada pelo professor, a criança terá de usar todo seu vocabulário (o que permite que o professor possa avaliar o desenvolvimento lingüístico).

2-Memorização:

Uma sugestão para desenvolver esta habilidade é brincar com as crianças de jogo da memória.
Este jogo pode ser confeccionado a partir de encarte de jornal e cartolina.A idéia é fazer com que a criança memorize a grafia de algumas palavras.
Portanto, deve-se colar primeiro no pedaço de cartolina a figura recortada do encarte, e em baixo dela escrever seu nome.
Deve haver 1 par de cada figura e leva a melhor quem colecionar o maior número de peças.

3-Sons da Língua:

Uma atividade bem legal é o jogo da rima, onde cada criança é convidada a participar.O jogo consiste na citação de um pequeno verso por parte do professor, e cada criança deverá concluí-lo com uma palavra que rime com o texto.
O versinho começa sempre assim:

Não me olhe de banda
Que eu não sou

Não me olhe de lado
Que eu não sou

Não me olhe por cima
Que eu não sou

A linha pontilhada deverá ser preenchida pela criança.

4-Comparar textos novos:

Quase todas as crianças conhecem e sabem cantar a música “O sapo não lava o pé”.Por isso, nossa sugestão de atividade, é que o professor escreva essa música numa cartolina ou então cante com crianças, fazendo em seguida, a substituição de todas as vogais que aparecem na música, por apenas uma.Por exemplo: a vogal O.
A música fica assim:
O sopo nõo lovo o pó
Nõo lovo porqoo no quor
Olo moro ló no logoo
Nõo lovo o pó porquo nõo quor
Mos quo choló!
As crianças imediatamente perceberão a diferença e certamente quererão experimentar todas as vogais.

5-Distinguir a pronúncia:

O professor pode montar um alfabeto personalizado com a ajuda das crianças.Cada letra será desenhada pelo professor num pedaço razoável de papel cartão, e a tarefa das crianças será selecionar, dentre outras, tantas figuras que o professor levará para a sala de aula, as figuras que deverão ser coladas naquela ficha.Por exemplo: na ficha da letra B, as crianças colarão figura de biscoito, bola, bombom, barata, etc.


6-Estimular a pronúncia clara:

Dois personagens infantis bem conhecidos como Chico Bento e Cebolinha podem ser usados nessa atividade.O professor pode passar na TV para que as crianças assistiam alguns episódios da Turma da Mônica onde apareçam as falas desses dois personagens.
Ao final da sessão, o professor deverá indagar as crianças sobre o que elas perceberam a respeito da fala desses dois personagens: se a fala deles é igual a dos demais, se o Cebolinha fala igual ao Chico Bento, qual a letra que o Cebolinha não sabe falar, etc.

7-Reconhecer a ortografia das palavras:

Na sala de aula o professor pode dispor de um quadro de isopor, onde fique arrumado o nome de cada criança ao lado de sua foto (pode ser escaneada no computador).
Diariamente a professora pode ler com as crianças o nome de cada um, a fim de que aprendam a escrever seus nomes e o dos colegas.Aleatoriamente, o professor pode trocar a ordem dos nomes de 2 ou mais crianças(somente dos nomes, deixando a foto no mesmo lugar),e perguntar a turma se está correta a grafia dos nomes.

Avaliação formativa


Em nosso segundo encontro de TAE Lingua Portuguesa ocorrido no dia 17/04 a discussão sobre o assunto iniciou-se com as seguintes questões:
O que é avaliação formativa ?
Esta tem como finalidade guiar tanto professor quanto aluno no processo de ensino-aprendizagem,não tendo como critério avaliar a capacidade cognitiva do aluno e nem repreender seus erros cometidos,mas utiliza-los como informações diagnostica.
A centralidade está no aluno,sendo ele o sujeito de seu processo de aprendizagem e construção do conhecimento.

O que é portifólio ?
É uma coletânea individual ou coletiva montada pelo aluno onde ele expõe seus trabalhos,evidenciando todo o seu processo de aprendizagem,sendo ele mesmo o agente desse processo.O portifólio visa retratar como o aluno construiu gradualmente o seu conhecimento.

Quais as minhas expectativas em relação ao portifólio eletrônico ?
Este tipo de trabalho pode ser bem mais interessante,apesar de ser algo totalmente novo para mim,do que um portifólio comum já que está associado ao viés tecnológico.Espero que ele possa representar bem o meu crescimento cognitivo.

Meus compromissos para uma boa aprendizagem?
Considero vital para meu bom desenvolvimento na disciplina,meu empenho máximo na confecção dos trabalhos ,na leitura dos textos propostos,no controle da minha asssiduidade e pontualidade.

O que espero do professor ?
Espero toda paciência do mundo para trabalhar com a turma algo que é totalmente novo pa a maioria de n portifólio eletrônico.Espero ainda,engajamento,paixão,competência e muita dedicação para a construção da nossa aprendizagem.